domingo, abril 25, 2010


Minha opinião sobre o filme Alice no País das Maravilhas

10

Na sexta-feira, fui ao cinema assistir a Alice no País das Maravilhas.
Conheço há anos está encantadora história de Lewis Carroll. Quem me conhece sabe que eu a registrei em minha pele com uma tatuagem.

Pensei que iria discordar da nota que o filme levou dos críticos nos sites rottentomatoes.com ou metacritic.com. Infelizmente, tenho que concordar com eles.

Gostei dos efeitos visuais, da maquiagem, dos figurinos, só que eu esperava muito mais. Embora soubesse muito bem que seria a versão de Tim Burton e que seria uma nova estória, mesmo assim ele poderia ter explorado mais os meandros de uma obra tão filosófica. A atriz que faz o papel da Alice poderia ser menos insossa e ter mais sentimento em suas falas.

Se Tim Burton pudesse fazer tudo de novo, deveria ater-se mais à obra de arte que é a narrativa fantástica de Alice (em dois livros) e menos a um caprichozinho pseudo-artístico que pode muito bem arrecadar milhões, mas empobrece o grande debate entre razão e loucura, lógica e absurdo que permeia a obra de Carroll. É uma grande ironia que Jabberwocky, uma sátira carrolliana de como NÃO escrever um poema, tenha virado, para Burton, um exemplo para fazer cinema.

A propósito, a mistureba que Burton fez com a antagonista foi uma licença imperdoável. A Rainha Vermelha não tem nada a ver com a Rainha de Copas. O subtexto de Alice’s Adventures in Wonderland (1865) é um jogo de cartas; o de Through the Looking-Glass (1872) um jogo de xadrez (o qual, diga-se de passagem, virou um detalhezinho no filme, não sua premissa).

E, por último, cadê o Humpty Dumpty?!

De 0 a 10, daria 5,75 (e olhe lá).

10 comentários:

Miss Jhonny Lee disse...

Eu acredito! Tem tanta gente me falando mal sobre a Alice. Bem, também pudera né? Quem mandou a Disney fazer tanto frisson com esse filme? A gente se ilude demais, logo se frusta exatamente na mesma dose!

p.s: Amiga, a besta humana aqui apertou o botão errado dos comentários e os seus e a da Fran foram excluidos ¬¬ (sim, ainda estou acordando), se por favor puder postar novamente agradeço. Bjos e bom domingo pra ti! ^^

Franciele disse...

Eu ia assisir hoje...
Achei que o marketing excessivo sobre o filme realmente iria decepcionar as pessoas. Mas não achei que ele iria sair tanto pela vertente assim! Uma pena mesmo!

Beijos

Magale Araujo disse...

Ai amoreca sério? Eu vou ver hj, já tinham me falado que não gostaram, mais poxa, q pena.
Vou ver e a noite te falo.
bju

Nathalia Bastos disse...

Eu ainda não vi o filme. Tive a esperança de Alice ter algo a ver com o filme que não nos decepcionacem, mas pela sua critica vi que errei. Sempre acreditei que ao transformar livros em filmes muita coisa se perde, podemos ver isso por varios exemplos, (Harry Potter, Percy Jackson e etc). Não só livros mas histórias em quadrinhos. Por mais incrivel que seja a história original, quando passam para o cinema eles fazem a versão deles, mas msm assim, manter o enredo da história é primordial, pq na verdade queremos ver como seria a adaptação para o cinema, não ver a versão deles. Uma pena msm, sexta que vem vou ver Alice ^^ Bjus lindaaa

Mah disse...

Eu queria tanto ver esse filme, mas depois da estreia e a maioria que assiste se dizendo decepcionada... Estou reavaliando se vale a pena

Nathalia Bastos disse...

p.s.: eu não li o livro, mas vi o desenho da disney. quando eu era criança gostava mais dele do que qualquer outro, não entendia muito a filosofia por tras, uns anos atras na aula de filosofia a professora passou esse filme pra gente, não preciso nem dizer q ninguem não entendeu nada, mas a professora seguiu a msm linha de raciocinio que vc apresentou na sua critica. ^^

Aline Aimée disse...

Não assisti ao filme ainda.
É complicado. Pode ser que a proposta de Burton tenha sido a de uma livre adaptação, até porque Burton é sempre muito fiel a uma "filosofia" e cosmogonia próprias. Nesse caso, a falha poderia ser do marketing.
Eu li que o enredo é diferente dos originais. Previsível. Burton não abdica jamais em deixar a sua marca.
Outra questão é que, certa vez, li um crítico de cinema que dizia que um filme que relê um livro nunca deve ser julgado sobre os parâmetros do último, porque seus recursos e linguagens não são os mesmos. Faz sentido. Sempre tento ter isso em mente, avaliando se o filme logrou enquanto formato que é, e não como encenação visual do livro.
Entendo que Carrol traz questões interessantíssimas de serem discutidas. Agora a partir da sua crítica, vou assistir tentando avaliar se Burton trouxe novas questões, se seu projeto cinematográfico era bom, se ele acrescenta algo novo e relevante ao referencial de Alice.
Aff, me empolguei! rsrs

Beijocaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!

Caty Paulino disse...

Só ouvi comentarios desanimados sobre o filme...mas acho que foi muita expectativa, a gente esperou muito, tinha que ser muito bom pra compensar, né?

kiss kiss

ALESSANDRA PENA disse...

Confesso que ainda não assisti o filme, vou essa semana. Espero não me decepcionar tanto quanto dizem. Sou super fã do Tim Burton e mais ainda do Johnny Depp. Depois conto o que achei...Bjos

Rebeca disse...

Mas vale assitir só pelo visual do filme. Lindo!

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