Na sexta-feira, fui ao cinema assistir a Alice no País das Maravilhas.
Conheço há anos está encantadora história de Lewis Carroll. Quem me conhece sabe que eu a registrei em minha pele com uma tatuagem.
Pensei que iria discordar da nota que o filme levou dos críticos nos sites rottentomatoes.com ou metacritic.com. Infelizmente, tenho que concordar com eles.
Gostei dos efeitos visuais, da maquiagem, dos figurinos, só que eu esperava muito mais. Embora soubesse muito bem que seria a versão de Tim Burton e que seria uma nova estória, mesmo assim ele poderia ter explorado mais os meandros de uma obra tão filosófica. A atriz que faz o papel da Alice poderia ser menos insossa e ter mais sentimento em suas falas.
Se Tim Burton pudesse fazer tudo de novo, deveria ater-se mais à obra de arte que é a narrativa fantástica de Alice (em dois livros) e menos a um caprichozinho pseudo-artístico que pode muito bem arrecadar milhões, mas empobrece o grande debate entre razão e loucura, lógica e absurdo que permeia a obra de Carroll. É uma grande ironia que Jabberwocky, uma sátira carrolliana de como NÃO escrever um poema, tenha virado, para Burton, um exemplo para fazer cinema.
A propósito, a mistureba que Burton fez com a antagonista foi uma licença imperdoável. A Rainha Vermelha não tem nada a ver com a Rainha de Copas. O subtexto de Alice’s Adventures in Wonderland (1865) é um jogo de cartas; o de Through the Looking-Glass (1872) um jogo de xadrez (o qual, diga-se de passagem, virou um detalhezinho no filme, não sua premissa).
Tenho várias edições do livro Alice no País das Maravilhas. Ontem, ganhei mais este maravilhoso exemplar importado da Disney, que mostra várias fotos do filme.
No dia 19 de fevereiro (sexta-feira passada) aconteceu no Hollywood & Highland o Ultimate Fan Event de Alice no País das Maravilhas.
Lá estavam o diretor Tim Burton e o elenco do filme: Mia Wasikowska (com seu novo visual), Johnny Depp, Crispin Glover, Michael Sheen, Helena Bonham Carter e Anne Hathaway.
Alice in Wonderland é um dos filmes mais esperados desse ano. Sou apaixonada por essa maravilhosa obra de Lewis Carroll, quem me conhece que o diga. E vocês iram ler muitas coisas sobre Alice por aqui.
O mais interessante disso tudo, quando deparei-me com esse vídeo no Youtube. O rapaz sortudo mostrando o material promocional que ele ganhou do filme Alice no País das Maravilhas da Disney.
Eu quero, quero, quero!
Confiram o vídeo abaixo:
Ficaram curiosos em saber o que tem dentro da chave pen drive?
Só tem três imagens conhecidas e o trailer do filme!
No dia 13 de janeiro, o site Amazon.com iniciou a pré-venda do CD Alice in Wonderland: The Soundtrack by Danny Elfman, trilha sonora instrumental do filme Alice no País das Maravilhas. Além disso, a trilha sonora cantada chama-se Almost Alice (Quase Alice).
Os CDs serão vendidos separadamente e o lançamento dos álbuns está previsto para o dia 02 de março de 2010.
Capa do CD Almost Alice com todas as faixas. Confira:
1- Alice (Underground) - Avril Lavigne
2- The Poison - The All-American Rejects
3- The Technicolor Phase - OwlCity
4- Her Name Is Alice - Shinedown
5- Painting Flowers - All Time Low
6- Where's My Angel - Metro Station
7- Strange - Tokio Hotel e Kerli
8- Follow Me Down - 3OH!3 com Neon Hitch
9- Very Good Advice - Robert Smith
10- In Transit - Mark Hoppus e Pete Wentz
11- Welcome to Mystery - Plain White T's
12- Tea Party - Kerli
13- The Lobster Quadrille - Franz Ferdinand
14- Running Out of Time - MotionCity Soundtrack
15- Fell Down a Hole - Wolfmother
16- White Rabbit - Grace Potter and the Nocturnals
Capa do CD Alice in Wonderland: The Soundtrack by Danny Elfman.
Amo tudo relacionado ao Tim Burton. Quando soube que a exposição O Estranho Mundo de Tim Burton passaria pelo Brasil, quase tive um infarto. A data ainda não foi definida, mas não tem problema. Fico honrada apenas por saber que teremos esse privilégio, já que a mostra estará até 26 de abril no MoMA em Nova York.
De acordo com a programação do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), a exposição passará apenas pelo Rio de Janeiro. O Marcos Mantoan, gerente do CCBB do Rio de Janeiro, disse que o Tim Burton estará presente na inauguração. Tomara que a tragam para São Paulo também. Porém, se isso não acontecer, viajarei até as terras cariocas para conferir as obras do mestre.